quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Eu bem que poderia escrever sobre guerras, mortes a seca, as imundaçoes, nao e que eu nao seja sensivel para todas as calamidades que cercam o mundo e a humanidade, mas nos raros momentos que ligo a tv em casa, só escuto e vejo nos noticiarios as tragedias, confesso que chorei um dia ao ver um homem que perdeu toda a familia, esposa, filho,mae, e ainda assim mostrou coragem em ajudar aos outros, isto e coisa rara, nos dias atuais fiquei tao comovida que fiquei matutando, e olha que pensar longe e fazendo associaçoes e minha area,fiquei imaginando o que se passou na cabeça daquele homem, as lagrimas mais tristes que alguem poderia chorar, a da perda, aquela que voce nao ira tocar, sentir o outro, nao tem mais palvras, o som da voz de quem amamos, nao tem mais o outro revirando na cama enquanto dorme, e se aconchega ao seu corpo, inconsientemente, pois ali e seguro, mesmo que seja so o calor na noite, nao tem mais contrapontos,dia a dia, quando a morte vem, fica o silencio do adeus nao dito,da possibilidade de disermos nao vai, fica eu amo voce, a morte, nao e o abandono, e partida, anunciada, imprevista,rapida, fiquei pensado na criança, o homem juntando os brinquedos do ''menino'' nao tenho certeza se era um menino,e fiquei pensando nisto durante dias, a perda dele, me tocou, e me fez pensar, em algo que raramente me disponho a pensar e escrever.
a morte.
e ai, quando eu me for?
o que fica?
de mim?
saudade?
E tudo que vivi, ira se apagando com os anos.. se tornando lembranças fracas e distante, mas para os mais proximos, fica a dor silenciosa, aquela do adeus nao dito, do ultimo beijo, da ultima risada, e essas lembrança, as pessoas tentam reuni-las em um só lugar, prendendo as lembrança, para que nao se vá.
E doloroso pensar que quem amamos pode ir, quando eu era criança, temia pelos meus pais, acordava na madrugada, abria silenciosamente o quarto deles, e verificava se estavam dormindo, era quase um ritual, e isto me deixava mais louca, quando engravidei, fiquei preocupada que mantesse a mania de ver se estavam bem, no meu menino, dai com muito autocontrole, nao aço isso, sempre, so de vez enquanto passo pelo berço.
pensar nisto, e até mesmo estranho, mas os sentimento de ver a vida se apagar, dizer adeus, e uma unica certeza que temos,mais estamos sempre a a pedir fica, eu te amo.
e o tempo para amar, e agora, nao quero parecer cliche,mais e o tempo de valorizarmos, quem amamos, abraçar, beijar sem dar explicaçao, apenas por que sao insubstituiveis.

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