domingo, 29 de abril de 2012

Uma casinha bonita. Um emprego que eu adore. Uma pessoa que me entenda. Um par de pés pra me guiar. E um de braços pra dias frios. Um chão pra quando meu mundo desabar. Um colo eterno de mãe. . Um lugar pra voltar. Outro pra ficar pra sempre." Paula Andrade ps. essa frase diz tudo que quero para a minha vida
''Hoje eu tirei, um tempo para mim, para sentar na calçada e ver a vida agitada passar pela rua de casa, e fiquei por tantas horas sentada ali, que por fim não havia correria, havia silencio, e minhas próprias lagrimas, meu próprio silencio, duvidas, meus medos que parecem não encontrar espaço.'' Iasminny martins
Um dia uma amiga me disse que gostava de mim porque eu também sofria, tinha vida igual a dela do tipo que sofre, chora,ama e tem a vida sempre pelo avesso. Mas hoje eu queria mesmo era uma vida simples igual a das outras garotas, hoje eu já chorei já briguei, já corri sem saber aonde ir, tentei dormir pra ver se os problemas, e essa dor que esta me consumindo também dormia, mas não, a dor ainda está aqui, eu ainda estou aqui. Estou confusa, e confesso tenho todos os medos, medo de não conseguir encontrar as forças, para poder viver melhor comigo mesma, acho que é isso que não estou conseguindo, é admitir que errei, mas foi a maneira de partir, mais a partida foi tão abrupta, que parece que tem uma parte de mim ainda na estrada. Estou levando a vida,deixando que os dias me levem também, to muito infeliz, infeliz que se pudesse gritaria portão a fora. não estou conseguindo me amar, quando acordo me vejo no espelho e não sei se Gosto de mim. não aprendi a ser sozinha, a ir sozinha, a SER sozinha,DESAPRENDI a ser a mulher mesmo, a ter gostos próprios , desaprendi a ser somente eu e meus próprios erros, sem ter que carregar erro dos outros também. Perdi-me no caminho da vida, pulei algumas paginas da minha historia, e to aqui sem saber o que é que a gente tem que fazer para voltar a viver, e como gostar de si mesma novamente. Eu sou complicada mesmo, to aqui escrevendo coisa com coisa, enquanto escrevo tento entender o que importa, mais fico em duvida se o que é mais difícil , encontrar as respostas, ou descobrir quais são as perguntas certas a serem feitas.
Todo fim é trágico. se assim não fosse não seria fim, fim tem que ter lagrima, palavras mal ditas, arrependimentos ditos, olhares não ditos, no fim mesmo tem que ter palavras grosseiras e apontamentos, senão não seria fim ,seria início e inicio é sempre bom. E no fim de tudo não tem que ficar nada que lembre que foi bom, que tinhas sorrisos, beijos e compreensão mutuo. No fim não se lembra que o outro gosta de um tipo de comida, no fim ninguém conta piadas sem graças para o outro rir. No fim ninguém dorme de conchinha uma ultima vez, só pra garantir porque no outro dia, cada um vai dormir em uma cama separada, e vai ser uma noite fria daquelas que precisa do calor do outro para aquecer melhor. No fim tem mais brigas, lagrimas, quebra pau, policia família se acusando, quem amou menos, quem errou mais. No fim mesmo de tudo, tem briga pelos pratos, aqueles que se ganhou de presente no chá de casa nova, não, quem vai ficar com o que ,realmente só acontece no fim, naqueles fim que só acaba mesmo no tribunal. No fim não pode ir na mala, a roupa preferida do outro, não pode ter pedidos de desculpas, pedidos e arrependimentos não são parte do fim, fim não tem mensagens lembrando o outro do quando as lembranças dos momentos vividos foram importantes e doces, isso não me parece fim. Fim não tem saudades, lembranças, no fim ninguém pergunta se outro esta conseguindo levar a rotina. No fim as pessoas não parecem zumbi, e sim parecerem felizes com a liberdade, e não precisam de remédios pra dormir, isto não é fim. Fim é fim, ninguém apaga a luz quando sai como se ainda fosse voltar,no fim ninguém se olha como o mundo acabou, e vc poderia me levar pra outro lugar seguro e de preferência que tenha nós dois juntos. No fim ninguém fica na varanda, esperando um milagre e ainda seja o mês anterior, e o outro vai chegar sorrindo e trazendo um doce que ela adora. Não no fim mesmo tem mais brigas, mais acusações, o outro não pode chegar a 500 mt da casa um do outro, por que se não a coisa fica feia. No fim não tem insônia, lagrimas silenciosa embaixo do chuveiro, por que a saudade não está cabendo no peito. No fim mesmo se esquece o telefone, esquece os sorrisos, se esquece tudo porque a fila andou, e quando a fila anda a vida continua. No fim de tudo a vida se encaminha de unir o que realmente não era fim E quando é fim mesmo, tem ponto final, cada um carrega suas magoas e vai viver com o fim de tudo que se construiu juntos, divide o para sempre, não olha para trás e se busca viver melhor, por que afinal quantos finais não se vive ao longo da vida, quantas vezes as pessoas não se vão das nossas vidas, seja porque a ilusão, acabou, seja por que não se foi suficiente bom, as pessoas não são reflexos perfeitos de nos mesmos, as pessoas querem viver romance, mas elas tem defeitos, e imperfeições e no fim mesmo, nada disso importa por que o outro não vai sentar para te ouvir filosofar sobre o amor, o outro só quer partir, e você só quer ficar, e filosofar oras seguidas sobre como eu estava errada, e queria ficar mais um dia..

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Texto da Tati Bernardi

Sapato baixo, calça larga e cabelo preso. Esquentou e seus ombros tensos agradecem. Que cara bonita é essa? Já logo no elevador. Ah, devo ter dormido bem. Bom dia, bom dia. Olha, você está muito bonita hoje. Um fala, outro concorda. E pelos corredores, sorrisos dão continuidade aos elogios. O que é? Que segredo ela guarda? Que novidade é essa? Na cozinha perguntam: novo amor? No estacionamento perguntam: voltou com alguém?
No restaurante, na hora do almoço: é alguém novo? Cruza com um namorado antigo “nossa, você tá muito… é o quê? Sexo? A noite toda? Conta, vai, eu agüento ouvir”. Contar o quê? No espelho, enquanto escova os dentes, fecha os olhos e sabe pra si o segredo: ninguém. Não gostar de ninguém. Nada. Nem um restinho de nada. Nem de tudo que acabou e nem de nada que possa começar. Nada. Pouco importa qualquer outra vida do mundo. Não é nem pouco, é nada mesmo. Um dia inteiro para achar gostosas coisas bobas como um pacote de pipoca doce, um tênis pink ou a hora do banho quente com músicas recém baixadas e o tapetinho vermelho.
Um dia inteiro sem escravidão. O celular, o e-mail, o telefone de casa, o ar, o interfone, a rua. São o que são e não carrascos que nada dizem e nada trazem. Um coração calmo, se ocupando de mandar sangue para as horas felizes de trabalho, estudo, yoga, massagem, dormir, bobeiras, pilates, comer, rir, cabelo, filmes, comprar, trabalhar mais, ler, amigos . É isso. Uma agenda enorme que a ocupa de ser ela e não sobra uma linha de dia pra lamentar existências alheias. Linda, ela segue. Linda e feliz como nunca.
O segredo do espelho, escovando os dentes, sozinha, aperta os olhos, segura a alma um pouco sem respirar. Segura a pasta pensando que é um pouco de alma consistente na boca. Não cospe, suporte. Ela pode finalmente suportar seu peso e não dividir isso nem com o ventinho que entra pela janela. Nem com o ralo que a espera boquiaberto. A sensação é a da manhã seguinte que o papai Noel deixava os presentes: não é mentira, é só um jeito de contar a verdade com algum encantamento.