quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dos desamores que busco evitar


 
Estou evitando sair de casa para não encontrar desamores. Antes era pela busca do incontrolável do ar puro. Hoje é só para me lembrar que ainda estou viva mesmo.

E dessas buscas por algo que preencha  todo esse vazio acabei por tropeçar na pura e simples verdade  de que não se pode evitar os desamores. Não se pode evitar que haja os desencontros e de uma maneira ou de outra temos que encarar que o que buscamos é um ideal é uma idéia fixa em uma felicidade que não se encontra em multidões, não se acha entre desconhecidos é aquela felicidade que só se tem porque é ele, com todos os defeitos e distancias. É para ele o ultimo pensamento da noite, que por mais insone e conturbado que seja o sono ainda tem espaço pra sonhar com coisas e planos que vão desaparecer pela manhã.
 E você acorda em casa e lembra que mais uma vez saiu de casa, e mais uma vez encontrou desafetos, os braços não se aconchegaram e só restou uma enorme dor de cabeça, um aperto na boca do estomago e um vazio imenso por dentro daqueles que nada preenche.

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