sábado, 29 de outubro de 2011

hoje..


hoje a dor não encontra mais espaço em mim,
existe tantos lugares vazios em mim, que eu resolvi silenciar a alma,
perdi o rumo a direção, a estrada, o motivo,
perdi até as lembranças,
a musica está no volume maximo, pra que eu nao escute o som que faz quando as lagrimas caem
aquele som, que de tão silencioso,escuto como um lembrete, de tudo que se foi, das pessoas que se foram, de mim que esta aqui, mas quer partir, nem me importa aonde eu vá contando que encontre algo que seja loucura, disparate, que seja amor..
que seja musica suave, maos acalentantes sobre o corpo marcado pela dor sem nome.
que seja simplesmente eu, feliz como outrora,
que seja eu..
que seja eu,
sem dor, sem amargura, sem lagrimas,
e que apesar de todas as perguntas,
a resposta seja tão singela como o amanhecer depois de uma noite insone,
que eu encontre, e apesar de todo o tempo passado, dos dias que vão seguindo,mesmo que meu coraçao esteja em pedaços.
ainda existe em mim, tudo que é seu, um pouco de tudo que ficou,
posso dizer não,
mas ainda penso, lembro, choro, e lamento.
não ter sido suficiente..
e não ser suficiente e o que me doe, doe como ferida que sempre sangra em outubro, me faz chorar em novembro.
porque tudo quer ganhar forma, fora de mim e chegar até voce.
saudade, e tanta saudade, que já não encontra espaço,
virou este texto, sou eu sem mascara, sem nada,
apenas essa garota, que um dia acordou e se viu diante da vida, de ter que ser adulta...
e sentiu falta de ser apenas a menina..

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