Deveria ter brigado mais, respondido as agressões,
sangrado mais, esperneando e puxado os cabelos.
Gritado palavrões, e socado o ar.
No acúmulo da poeira, as gavetas trincaram.
Eu sei que você tem medo, eu também tenho medo, tenho medo de acordar aos 35 anos em uma manhã de domingo e não ter ninguém na casa, tenho medo dos portas retratos que sempre tem gente sorrindo pra mim, mas nos dias comuns só tem silêncios e as lembranças de nós dois. é admito tenho muitos medos mais isso não significa que parei meu mundo por eles, ainda acordo todas as manhãs, ainda compro meu pão e gosto da mesma marca de achocolatado, ainda continuo acreditando nas pessoas, e espero que o bem vença sempre, é eu também sei que a maldade existe, e tem endereço fixo e ainda é chamado de pessoa de bem, mais desses não tenho medo, a maldade é como bumerangue, vai e volta pra quem a faz. Ainda continuo com minhas manias, escuto as mesmas musicas, e sorrio sem graça quando me fazem elogio. E ainda acredito no amor, pois é, apesar de todas as historias infelizes e sem final com viveram felizes para sempre, ainda acredito em amor, amor forte, inesquecí...
Aos beijos que distribuímos ao longo da vida, os beijos que não demos,aos beijos na chuva, no cinema, no portão de casa, aos beijos que marcam toda estoria de amor, aqueles beijos de reencontro, beijo de despedida, beijar é contar segredos que só o outro pode decifrar. beijar é acalmar o turbilhão de emoções. é o roçar suaves dos lábios. beijar é ser presente, instante, momento. beijar é tocar, é demostrar o que sentimos. beijo é intimidade que desfrutamos. beijos nunca são os mesmo, são sempre diferentes e únicos. beijar é ser por uma fração de segundo aconchego, luxuria, alegria, tudo em dois lábios que se unem. beijar é ânsia, é desejo, é calor, e calmaria, suspiro, respiro, é um breve fechar de olhos, é um aconchego no corpo do outro. beijos contam sobre nós, e nos contamos sobre os beijos marcantes, de pessoas marcantes, de momentos marcantes, que controem nossa historia, fazem parte de nós. beijos...
Então você pula, engole muita água, sente dor no corpo, cai em si, começa a mexer os braços e pensa: ou eu nado ou eu morro. E você decide viver. Mesmo que pra isso tenha que morrer nadando.
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