Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou, e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.
Nosso cotidiano na era digital
Hoje tive saudade do tempo que minha única preocupação era encontrar dentro do meu quarto bagunçado o bibico na hora de ir pro colégio as 6 da manhã, , e todo dia era uma confusão em casa, casa essa que morava 4 garotas, hoje cada uma tomou seu rumo e foi viver suas vidas, brigávamos muito mais gostávamos umas das outras como tinha de ser, então eu ia pro colégio, pegava todos os dias o mesmo ônibus , e minha diversão era imaginar a vida daquelas pessoas que eu via todos os dias, imaginava o que pensava, para onde iam, se eram felizes, e se eram amadas, hoje na minha vida corrida, paro pra pensar em como os outros trilhões de pessoas que estão no mundo vivem, pensam, e amam, e porque existe tantas formas diferentes de se amar, de ser feliz, e ter um dia bom, a vida é tão corrida que tem dias que é necessario respirar fundo para que a vida entre nos eixos. Naquela época eu nem tinha computador, não vivia na era digital, e das redes sociais, tá sã...
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